
Sérgio Botelho – No dia 14 de agosto de 1831, meses após a abdicação de Dom Pedro I, já no Período Regencial, toma posse pela segunda vez, no governo da Província da Parahyba, o cidadão Francisco José Meira.
A informação pode ser encontrada no livro Síntese Histórica da Paraíba, de Luiz Pinto, que foi membro do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano e da Academia Paraibana de Letras. O livro pode ser consultado na Internet.
O mesmo Síntese Histórica diz que ele já havia exercido a interinidade entre 21 de março e 6 de agosto de 1830, ainda na regência de Pedro I. Mas haveria ainda de assumir o governo por mais cinco vezes, conforme o Brasilian States do worldstatesmen.org.
Segundo o trabalho acadêmico “Um luctuoso theatro de dor e desesperação: emoções fúnebres na Parahyba do Norte diante da epidemia de cólera-morbo (1854-1858)”, de Laércio de Araújo Sousa Júnior, citando Diário de Pernambuco, Wilson Seixas, Wilson Nóbrega e Celso Mariz, Meira desempenhou, em seu tempo, múltiplas funções na Parahyba.
Durante mais de 25 anos de serviços prestados como funcionário público, diz o professor Laércio, ele (Meira) foi escrivão da alfândega, administrador do consulado, inspetor da alfândega e tesoureiro da Junta da Fazenda.
Na política, foi vereador da Cidade da Parahyba, membro do Conselho Geral de Província, tendo ocupado o cargo de vice-presidente da Parahyba por várias ocasiões. Foi provedor da Santa Casa entre 1833 e 1834.
Também cumpriu mandatos de deputado provincial pela Parahyba, na 1º legislatura (1835 – 1836), 2º legislatura (1838 – 1839), 3º legislatura (1840 – 1841), 4º legislatura (1842 – 1843), 5º legislatura (1844 – 1845), 8º legislatura (1850 – 1851), 9º legislatura (1852 – 1853) e 10º legislatura (1854 – 1855).
Vítima de cólera, Francisco José Meira faleceu em abril de 1856. Fica o registro.
*Sérgio Botelho, jornalista, escritor e memorialista.
PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Francisco José Meira, sete vezes interino

